- 12 de agosto de 2026
Duas em cada três pessoas dizem que a IA lhes poupou tempo no trabalho
A Ipsos,
líder global em pesquisa de mercado, apresenta um novo estudo realizado em 32
países que analisa as atitudes das pessoas em relação à inteligência artificial
(IA) e seu impacto no cotidiano. O estudo faz parte do trabalho global da Ipsos
para fornecer informações confiáveis para
uma compreensão real da
sociedade, dos mercados e das pessoas, com o objetivo de ajudá-las a tomar melhores decisões. A empresa tem quase 20.000
funcionários, presença em 90 mercados e mais de 5.000
clientes, e realiza cerca de 50 milhões
de entrevistas por ano, dois terços
delas online.
O IpsosAI Monitor 2026 mostra que as percepções positivas ou céticas sobre a
IA dependem, em grande parte, de onde as pessoas vivem. Na Ásia e na América
Latina, em média, as pessoas tendem a perceber a IA como tendo mais benefícios
do que desvantagens e a expressar entusiasmo por produtos e serviços que
utilizam essa tecnologia. Na Europa e na América do Norte, no entanto, as
pessoas tendem a se sentir mais apreensivas em relação à IA.
O estudo
também indica que se espera que a IA tenha um impacto ainda maior no futuro do
que já teve. Um em cada dois entrevistados (54%), em média, nos 32 países
pesquisados, afirma que produtos e serviços que utilizam IA já mudaram suas
vidas nos últimos três a cinco anos. No entanto, 66% esperam que a IA tenha um
impacto ainda maior em seu cotidiano nos próximos três a cinco anos.
No ambiente
de trabalho, a IA é vista como um fator que torna o trabalho mais eficiente.
Dois terços dos trabalhadores (62%) nos 32 países afirmam que a IA lhes
economizou tempo no trabalho nos últimos 12 meses. Aqueles com renda mais alta
são, em média, mais propensos a concordar que a IA lhes economiza tempo (70%)
do que pessoas que vivem em famílias de renda média e baixa (60% e 54%,
respectivamente). As gerações mais jovens — Geração Z (68%) e Millennials (65%)
— também são mais propensas do que as gerações mais velhas — Geração X (57%) e
Baby Boomers (46%) — a sentir que economizaram tempo.
“Os
resultados do estudo mostram diferenças de atitudes em relação à inteligência
artificial entre regiões e gerações. Na América Latina, em média, as pessoas
são mais propensas a acreditar que a IA tem mais benefícios do que desvantagens
e a se mostrarem entusiasmadas com produtos e serviços que a utilizam. Na
Ipsos, combinamos Inteligência Humana com Inteligência Artificial, uma
abordagem contextualizada que busca entregar resultados mais relevantes,
seguros e rápidos”, afirmou Martín Tanzariello, Gerente
de Marketing e Comunicação da Ipsos Argentina.
Outro aspecto
analisado é a relação entre os benefícios da inteligência artificial e seu
custo ambiental. Em média, nos 32 países, 49% acreditam que os benefícios
potenciais da IA superam
os custos ambientais, enquanto 37% discordam. Pessoas em países de língua inglesa e na Europa Ocidental são mais propensas a discordar que os
benefícios da IA superem seus custos ambientais.
A confiança
também surge como uma dimensão relevante na relação das pessoas com a IA
generativa. Nos 32 países pesquisados, 46% afirmam que confiariam menos em uma
ferramenta de IA generativa se suas respostas fossem influenciadas por
anunciantes. Em 15 mercados, a maioria dos entrevistados indicou que confiaria
menos na ferramenta de IA nessas circunstâncias.