- 11 de junho de 2026
farmacêuticas estão investindo no Brasil em pesquisas sobre doenças raras
O Brasil vem ganhando destaque global em pesquisas
clínicas para doenças raras, impulsionado por um ambiente regulatório mais
favorável, diversidade genética e o potencial do SUS como fonte de dados e
futuro comprador de terapias inovadoras.
A nova Lei de Pesquisa Clínica fortaleceu a confiança
das multinacionais, que estão expandindo seus investimentos no país. Segundo
levantamento da Interfarma e da IQVIA, o Brasil já ocupa a 19ª posição global
em ensaios clínicos e tem potencial para entrar no top 10, um movimento que
poderia gerar um impacto anual de R$ 6,3 bilhões e 56 mil empregos
qualificados.

Fonte: Interfarma/IQVIA – Dezembro de 2025
Multinacionais estão acelerando seus
investimentos.
Empresas como AstraZeneca, AbbVie, Biogen, Roche,
Novartis, Sanofi e Takeda anunciaram um aumento em seus investimentos em
pesquisa clínica, especialmente em doenças raras. Entre os exemplos mais
relevantes:
- •
AstraZeneca/Alexion: R$ 10 milhões
investidos em 2025 e previsão de R$ 12 milhões em 2026; totalizando R$ 315
milhões considerando todas as áreas terapêuticas.
- •
AbbVie: Plano de R$ 430 milhões até
2030 para fortalecer a P&D no país.
- •
Biogen: 60% de sua receita no Brasil
provém de doenças raras; a projeção é de alcançar R$ 165 milhões em 2026.
- •
Roche: Aproximadamente R$ 118 milhões
destinados a estudos de doenças raras em 2025.
- •
Novartis: R$ 145 milhões investidos
em 2025, com 18 estudos focados em doenças raras.
- •
Sanofi: Investimento de R$ 153
milhões em 2025, com 11 estudos na área.
- • Takeda: Aliança de US$ 250 milhões com a Hemobrás para hemofilia.
A inovação avança, mas o acesso continua sendo um
obstáculo.
Apesar do aumento dos investimentos, o acesso dos
pacientes às terapias permanece limitado. Apenas 41% das 232 tecnologias
avaliadas pelo SUS (Sistema Único de Saúde) desde 2012 foram incorporadas, e
somente 51 chegaram aos pacientes.
Especialistas apontam que o principal obstáculo reside
na efetiva implementação e disponibilidade dos tratamentos, apesar dos avanços
científicos.
O Ministério da Saúde afirma ter ampliado a rede de
atendimento para 50 serviços especializados e incorporado cerca de 20 novas
tecnologias, além de investir mais de R$ 1 bilhão no medicamento Trikafta para
fibrose cística.