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Ultrassom para tratar Alzheimer
  • 29 de dezembro de 2025

Ultrassom para tratar Alzheimer

Esta técnica pode interagir com regiões específicas do cérebro sem cirurgia invasiva.

Pesquisas recentes exploraram o uso de ondas sonoras focalizadas, conhecidas como ultrassom focalizado, como uma ferramenta promissora no tratamento da doença de Alzheimer. Esta técnica utiliza energia acústica direcionada com precisão para interagir com regiões específicas do cérebro sem cirurgia invasiva.

Em estudos clínicos iniciais, o ultrassom foi usado para abrir temporariamente a barreira hematoencefálica, permitindo que o próprio sistema imunológico do cérebro ajude a eliminar o acúmulo de placas beta-amiloides, uma característica fundamental da doença de Alzheimer. Em alguns pacientes, essa intervenção foi associada a melhorias modestas em funções cognitivas como memória e atenção.

É importante esclarecer que o tratamento não "cura" o Alzheimer nem restaura completamente a memória perdida. Os resultados variam entre os pacientes e dependem do estágio da doença. No entanto, o fato de uma técnica não invasiva poder influenciar a patologia cerebral representa um avanço significativo na neurologia.

Uma das principais vantagens do ultrassom focalizado é a sua precisão. Ao contrário dos tratamentos medicamentosos sistêmicos, essa energia é direcionada apenas para as áreas afetadas, reduzindo riscos e efeitos colaterais. Além disso, o procedimento pode ser repetido sob supervisão médica.

Embora sejam necessários mais estudos para confirmar sua eficácia a longo prazo, essa tecnologia abre um novo caminho na luta contra doenças neurodegenerativas, oferecendo uma esperança realista baseada em ciência sólida.