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A República Dominicana representa 25% do mercado farmacêutico da América Central
  • 10 de junho de 2026

A República Dominicana representa 25% do mercado farmacêutico da América Central

Juntamente com a Costa Rica e a Guatemala, representam 60%, de acordo com um estudo da IQVIA.

Os dados do relatório revelam que, ao contrário de outros países da região, o crescimento do mercado dominicano se baseia no aumento do volume de vendas, e não em preços mais altos.

"A República Dominicana não só representa o maior mercado farmacêutico da América Central, como também figura entre os países com melhor desempenho em termos de crescimento de volume e lançamentos de novos produtos. Isso reflete a força e o dinamismo que caracterizam o setor no país", afirmou Javier Villacorta, representante da IQVIA América Central.

Outros dados revelados indicam que o país liderou a região no lançamento de novos produtos farmacêuticos, com 218 lançamentos entre 2025 e 2026. No entanto, a mesma apresentação observou que isso representa uma desaceleração na região desde 2023, embora em um ritmo mais dinâmico. Além disso, as doenças cardiovasculares representam atualmente 13% das prescrições, seguidas pelos tratamentos anti-infecciosos, enquanto as moléculas mais prescritas são paracetamol, rosuvastatina, esomeprazol, amoxicilina com ácido clavulânico e azitromicina.

A conferência destacou que a República Dominicana, a América Central e o Caribe têm um papel crescente como mercados emergentes, mas necessitam de regulamentação reforçada, cooperação regional e estratégias de acesso para aproveitar plenamente as oportunidades de inovação farmacêutica.

A IQVIA também apresentou uma ferramenta exclusiva de inteligência artificial para o setor farmacêutico, operada sob um modelo privado para garantir a confidencialidade e a confiabilidade dos dados, dadas as barreiras que essa tecnologia ainda apresenta.

Foi enfatizado o valor das ferramentas de inteligência de mercado da IQVIA na geração de informações estratégicas e no apoio à tomada de decisões baseadas em evidências dentro do ecossistema de saúde. Mario Muñiz, gerente geral da IQVIA América Latina Norte, afirmou que a República Dominicana, a Costa Rica e a Colômbia têm financiamento para saúde superior a 65% e que, até 2050, as principais causas de morbidade serão doenças cardiovasculares, diabetes, doença renal crônica (DRC) e câncer.

Ele acrescentou que a sustentabilidade do setor exige investimentos em capacidade, eficiência e governança; reconheceu oportunidades de crescimento, mas também desafios como mudanças geopolíticas, pressões sobre os preços e a necessidade de fortalecer os sistemas de saúde.

Ele revelou que, globalmente, mais de 677 moléculas inovadoras (principalmente para o tratamento do câncer) foram analisadas, embora a obesidade esteja ganhando importância.