- 14 de novembro de 2025
Acesso à Inovação em Saúde: México e a Região sob a Lupa do Relatório W.A.I.T. 2025
O México agora tem a oportunidade de acelerar o acesso
à inovação em saúde. O relatório W.A.I.T. 2025 Indicator, preparado pela IQVIA
em colaboração com a FIFARMA, examina a disponibilidade de mais de 400 terapias
aprovadas globalmente na última década. Os resultados mostram que, embora tenha
havido progresso em algumas áreas, ainda há muito espaço para reduzir os tempos
de espera e levar tratamentos inovadores mais perto dos pacientes que mais
precisam deles.
Além dos números, o estudo destaca o custo humano da
espera: cada ano de atraso significa que milhares de pacientes têm seu direito
de receber tratamentos oportunos, que podem mudar o curso de sua doença e sua
qualidade de vida, limitado.
O acesso a medicamentos inovadores não é uniforme em
toda a América Latina, e o México pode aproveitar as melhores práticas da
região para fortalecer seu sistema de saúde. Garantir que as terapias aprovadas
globalmente cheguem ao setor público não só ampliaria sua disponibilidade, como
também permitiria que mais pacientes se beneficiassem dos avanços científicos e
transformariam a inovação médica em uma mudança tangível em suas vidas.
“O México e a América Latina têm uma grande
oportunidade de acelerar a adoção de novas ferramentas por meio de modelos de
parceria público-privada que possibilitem uma tomada de decisão mais ágil e
sustentável. Reunir autoridades, profissionais de saúde, academia, organizações
de pacientes e indústria permitirá que cada avanço científico chegue a quem
mais precisa, transformando a inovação em uma verdadeira oportunidade para a
vida”, afirmou Yaneth Giha, Diretora Executiva da FIFARMA.
Saúde com Acesso Oportuno
Embora menos da metade das moléculas aprovadas
mundialmente desde 2018 tenha alcançado disponibilidade pública na região, o
ritmo crescente da inovação abre caminho para o fortalecimento dos processos de
avaliação e financiamento.
No México, o tempo entre a aprovação global e a
disponibilidade local de medicamentos inovadores é de quase seis anos. No
entanto, o país, juntamente com o Brasil e a Colômbia, demonstra maior
agilidade na incorporação de medicamentos órfãos, registrando os menores tempos
de espera.
O estudo também destaca uma lacuna significativa:
assim como o Brasil, a República Dominicana e o Panamá, o México enfrenta uma
diferença marcante entre o número de medicamentos aprovados e aqueles que de
fato chegam aos pacientes.
“O verdadeiro impacto da inovação é medido quando ela
chega ao paciente. Avançar em direção a sistemas de saúde mais ágeis,
equitativos e colaborativos garantirá que a inovação não seja apenas descoberta
em laboratório, mas também traduzida em tratamentos oportunos, melhorando a
qualidade de vida de milhões de pessoas no México e em toda a América Latina.
Todo esforço para reduzir os tempos de espera significa mais esperança, mais
oportunidades e mais vidas transformadas”, acrescentou Giha.
Entre 2024 e 2025, 8% das moléculas avaliadas na
região melhoraram sua disponibilidade, principalmente de forma sequencial. No
México, entre 2014 e 2024, 17% das moléculas tiveram aumento na
disponibilidade, 82% permaneceram estáveis e apenas 1% apresentou redução no acesso, demonstrando uma tendência positiva nessa categoria.
A FIFARMA reitera que a verdadeira jornada da inovação
não termina no laboratório que descobre uma molécula, mas sim com o paciente
que recupera a oportunidade de viver a vida plenamente. Avançar rumo a sistemas
de saúde mais ágeis e equitativos é o caminho para garantir que a inovação não
chegue tarde e que a espera deixe de ser sinônimo de desespero na América
Latina.