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A farmacêutica espanhola Faes Farma prepara-se para entrar no Brasil após fortalecer seu negócio de oftalmologia
  • 05 de dezembro de 2025

A farmacêutica espanhola Faes Farma prepara-se para entrar no Brasil após fortalecer seu negócio de oftalmologia

Este ano a empresa adquiriu a italiana SIFI e a portuguesa EDOL, reforçando assim sua divisão de saúde ocular.

A Faes Farma prepara-se para dar um dos passos estratégicos mais significativos dos últimos anos: sua entrada no Brasil. Esta iniciativa surge num momento crucial para a empresa, que consolidou a oftalmologia como uma de suas áreas de crescimento mais rápido, graças às aquisições deste ano da SIFI, na Itália, e da EDOL, em Portugal. A empresa também avança com um ambicioso plano para dobrar o tamanho e os lucros do grupo até 2030. Com uma receita projetada de € 510 milhões em 2024 — 7,8% superior à de 2023 — e um negócio de oftalmologia que já ultrapassa os € 132 milhões, a farmacêutica espanhola acredita estar em posição ideal para expandir sua presença internacional e fortalecer sua posição em mercados de alto potencial.

Este ano, a empresa adquiriu a italiana SIFI e a portuguesa EDOL, reforçando assim sua divisão de saúde ocular. A Faes Farma acredita estar no momento ideal para expandir sua presença internacional e fortalecer sua posição em mercados de alto potencial. O investimento no Brasil faz parte do crescimento da Faes Farma na América Latina, onde já possui uma rede significativa de subsidiárias e onde identificou um dinamismo particular em suas principais áreas terapêuticas, especialmente a oftalmologia. Em um pequeno encontro com a imprensa, Eduardo Recoder, CEO da Faes Farma, explicou que empresas brasileiras estão interessadas em seu portfólio — particularmente em colírios e outros produtos da divisão oftálmica — o que abre portas para potenciais acordos de entrada no mercado por meio de alianças ou aquisições. O Brasil está alinhado com a estratégia da empresa de acessar mercados onde a demanda por cuidados oculares está crescendo e onde a concorrência ainda não é tão intensa quanto na Europa. Embora não tenha se comprometido com uma data específica, já que tudo ainda está em fase preliminar, o executivo indicou que a entrada da empresa no Brasil ocorrerá antes de 2030, o que está em consonância com sua ambição e estratégia para os próximos cinco anos.

A expansão internacional da Faes Farma baseia-se numa rede de 16 subsidiárias — principalmente na América Latina — e numa presença comercial em mais de 40 países. Além de Espanha e Portugal — os seus principais mercados europeus — a empresa farmacêutica opera em Itália através da SIFI, recentemente adquirida na maior transação da sua história por 270 milhões de euros. Tem também presença no Médio Oriente e uma subsidiária na Nigéria, o que lhe permite abranger uma parte significativa do continente africano. Simultaneamente, a empresa possui 11 fábricas e está a avançar com a construção de Derio, a sua nova fábrica em Bilbau, que lhe permitirá triplicar a sua capacidade de produção e trazer de volta parte da produção que atualmente é terceirizada.

A Faes Farma também concluiu a aquisição da empresa portuguesa Laboratórios Edol por 75 milhões de euros.

Dentro do seu portfólio terapêutico, que abrange alergia, gastroenterologia, vitamina D, dor e oftalmologia, destacam-se produtos de alto desempenho, como o Bilaxten (bilastina), seu produto principal, que atingiu vendas de € 126 milhões em 2024 e cresceu 3% globalmente (17% na Península Ibérica); a vitamina D calcifediol, com € 60 milhões e um aumento de 17% (75% na Península Ibérica); e a mesalazina, com € 15 milhões e um crescimento de 8,5% (51% na Península Ibérica).

Oftalmologia, um foco estratégico para a Faes Farma

No entanto, o principal foco estratégico da Faes Farma é a oftalmologia. Num mercado onde um em cada cinco europeus sofre de olho seco, um em cada seis sofre de conjuntivite e mais de 65 milhões de pessoas perdem a visão devido à catarata, a Faes Farma vê uma oportunidade para um crescimento sustentado. A empresa acredita que a concorrência ainda é limitada e que se trata de um modelo de negócio acessível, com espaço para incorporar novas moléculas e tecnologias de outros mercados.