- 30 de março de 2026
Estudo da Ipsos: O que preocupa o mundo
A edição mais recente do estudo global "O que
preocupa o mundo", conduzido pela Ipsos, líder global em pesquisa de
mercado, analisa as principais preocupações sociais, econômicas e políticas em
30 países ao redor do mundo. Os resultados mostram que a violência e o crime
consolidaram sua posição como a maior preocupação global, mencionada por 33%
dos entrevistados e desbancando a inflação do primeiro lugar que ocupava nos
últimos anos. Essa mudança reflete uma alteração na agenda pública global, na
qual as questões relacionadas à segurança estão ganhando destaque em relação às
preocupações estritamente econômicas.
Globalmente, a segunda preocupação mais mencionada é a inflação, com 29%. Ela é seguida pela pobreza e pelo desemprego, com 28% e 27% das menções, respectivamente. Embora a inflação continue sendo uma grande preocupação em muitos mercados, o relatório mostra uma leve diminuição em seu peso relativo em comparação com as medições anteriores, enquanto as preocupações com a segurança ganharam destaque em vários países. Na América Latina, o crime e a violência são a principal preocupação na maioria dos países analisados.

Com exceção da Argentina, onde o desemprego é a principal
preocupação, todos os países latino-americanos incluídos no estudo classificam
essa questão em primeiro lugar entre as preocupações dos cidadãos. No Peru, por
exemplo, os níveis de preocupação com a segurança estão entre os mais altos do
estudo global, enquanto no Brasil a agenda pública é mais fortemente
influenciada por questões relacionadas à corrupção. Na Colômbia, por sua vez,
as preocupações se concentram principalmente na segurança e no desemprego. No
geral, os dados refletem que a América Latina continua sendo uma das regiões
onde as questões de segurança têm maior peso na agenda pública.
Dentro desse panorama regional, surge uma descoberta
peculiar. Com 33% das menções, a Argentina se classifica como o país onde a
educação é a maior preocupação em todo o mundo, superando outros países da
região, como o Peru (26%) e o Brasil (22%). Esse resultado destaca o papel
central que o sistema educacional desempenha no debate público argentino e a
importância que a sociedade atribui ao futuro da educação como fator-chave para
o desenvolvimento do país.
Outra descoberta importante do estudo é que a Argentina também se destaca como o país mais otimista da América Latina em relação à sua direção geral. De acordo com a pesquisa mais recente, 55% dos argentinos acreditam que o país está caminhando na direção certa, tornando-o o mais otimista da região, à frente do Chile (48%), Colômbia (46%), México (36%), Brasil (34%) e Peru (15%). Esse otimismo, no entanto, coexiste com altos níveis de preocupação social, especialmente em relação a questões como emprego, segurança e desigualdade.

“Os resultados mostram que, além das diferenças
entre os países, as preocupações relacionadas à segurança e à corrupção
continuam a ocupar o centro das atenções na agenda pública da América Latina.
No caso da Argentina, surge uma descoberta muito significativa: é o país onde a
educação é a maior preocupação em todo o mundo. Isso reflete uma sociedade que
mantém expectativas muito altas em relação ao papel da educação no
desenvolvimento e no futuro do país”, afirma
Martín Tanzariello, Gerente de Marketing e Comunicação da Ipsos Argentina.