- 15 de dezembro de 2025
EMS leva canetas emagrecedoras para os Estados unidos
A EMS planeja levar para os Estados Unidos
suas canetas injetáveis Lirux e Olire, ambas
à base de liraglutida. O plano deve se concretizar no segundo semestre de 2026.
As informações são do NeoFeed.
O pedido de registro para comercialização no país foi
submetido à agência americana FDA em outubro de 2023. O plano da
farmacêutica prevê a fabricação em Hortolândia (SP) e a exportação do produto
ao mercado norte-americano por meio de licenciamento com um laboratório local.
A expectativa é vender cerca de 1 milhão de unidades durante os 12 primeiros
meses, sendo as primeiras 500 mil já no próximo ano.
“Enxergamos o mercado brasileiro abastecido, com um
volume acima do que prevíamos. Por isso, nosso foco para 2026 é a exportação do
produto”, explica Marcus Sanchez, vice-presidente da companhia.
EUA representam 55% do mercado global
Segundo a consultoria Fortune Business Insights, o
mercado global das canetas emagrecedoras é de US$ 62 bilhões (cerca
de R$ 336,3 bilhões). Os Estados Unidos concentram 55% desse
montante.
Mesmo diante de uma concorrência maior, visto que a
patente da liraglutida expirou no país em novembro de 2024, a EMS acredita na
competitividade de seus medicamentos. Uma das principais estratégias
adotadas pela farmacêutica será a precificação 30% menor do que o praticado
pela Novo Nordisk no país, ou seja, menos de US$ 500 (R$ 2.712,15).
“É o mercado mais importante para remédios de
obesidade no mundo. Comparando com o Brasil, o medicamento de referência da
liraglutida tem uma entrada maior. E é importante para a EMS ocupar este
espaço”, argumenta Sanchez. No país, o laboratório não usará os nomes
comerciais utilizados no Brasil – Lirux e Olire – mas ainda não definiu como os
fármacos serão conhecidos.
Canetas emagrecedoras têm boa aceitação no Brasil
No Brasil, a recepção aos produtos da EMS superou
as expectativas: as vendas, iniciadas em agosto, superaram a meta inicial de
250 mil canetas, com 400 mil unidades produzidas até o fim de 2025 – 60% acima
do planejado. A farmacêutica agora revisa suas projeções para o próximo ano,
com o novo plano de ultrapassar a marca de 600 mil unidades até agosto de 2026.
Em receita, a venda dos medicamentos deve atingir R$
65 milhões. Com isso, a meta de R$ 100 milhões deve ser batida antes do
primeiro ano de mercado, com possibilidade de alcançar cerca de R$ 150 milhões.