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O Brasil está considerando enviar ajuda humanitária a Cuba na forma de medicamentos devido ao bloqueio econômico total imposto à ilha caribenha pelos Estados Unidos
  • 18 de fevereiro de 2026

O Brasil está considerando enviar ajuda humanitária a Cuba na forma de medicamentos devido ao bloqueio econômico total imposto à ilha caribenha pelos Estados Unidos

Donald Trump ameaça impor tarifas exorbitantes aos países que fornecem ou vendem petróleo para Cuba, apesar do alerta da ONU de que essa ação é ilegal internacionalmente.

O governo brasileiro está estudando a possibilidade de enviar um carregamento de ajuda humanitária a Cuba, com foco em medicamentos e suprimentos básicos, em meio à crise econômica e sanitária que a ilha atravessa.

A Prensa Latina, citando o portal de notícias Brasil de Fato, informou que o Ministério do Desenvolvimento Agrário indicou que a ação seria coordenada pela Agência Brasileira de Cooperação, vinculada ao Ministério das Relações Exteriores.

O Ministério das Relações Exteriores explicou que o programa faz parte das iniciativas acordadas durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Havana para a Cúpula do G77 mais China, uma forma velada de continuar financiando o regime cubano.

Em setembro de 2025, durante uma reunião de alto nível sobre soberania alimentar realizada em Havana, foram identificadas oportunidades de cooperação bilateral, trilateral e multilateral com o apoio da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) e da Parceria Global contra a Fome e a Pobreza.

Um Grupo de Trabalho Bilateral foi estabelecido em dezembro para monitorar esses compromissos.

Desde 2023, o Brasil doa medicamentos, suprimentos médicos e vacinas para Cuba, além de equipamentos para purificação de água, kits de primeiros socorros estratégicos e alimentos desidratados após a passagem do furacão Melissa em outubro passado.

O país também apoiou a resposta de Cuba a um surto de arbovírus, fornecendo inseticidas, testes rápidos e equipamentos de fumigação.

Enquanto isso, movimentos sociais brasileiros lideram campanhas de solidariedade para enviar medicamentos à ilha. A TeleSur noticiou que o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) está liderando uma iniciativa para arrecadar fundos e comprar medicamentos a preços de atacado de laboratórios brasileiros, com o objetivo de realizar envios aéreos regulares ao longo do ano.

João Pedro Stédile, líder nacional do MST, afirmou que as sanções dos EUA estão dificultando a compra de medicamentos no mercado internacional e pediu maior solidariedade ao povo cubano.

As organizações envolvidas também solicitaram ao governo Lula da Silva que assuma um papel mais ativo e facilite o fornecimento de combustível e alimentos.

A possível ajuda brasileira surge após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter assinado uma ordem executiva em 29 de janeiro que inclui a ameaça de tarifas sobre quem fornece ou vende petróleo para Cuba, uma medida que visa aumentar a pressão sobre o regime cubano em meio à crise energética do país. A este respeito, o ministro das Relações Exteriores do Chile, Alberto van Klaveren, confirmou recentemente que o Chile destinará US$ 1 milhão em ajuda humanitária a Cuba — equivalente a 862 milhões de pesos chilenos — em meio à crise energética e de combustíveis que afeta a ilha.

O ministro também enfatizou que a contribuição não implica apoio político ao governo cubano, segundo relatos da imprensa chilena.

Van Klaveren especificou que a assistência será canalizada através do UNICEF e não entregue às autoridades cubanas.