- 09 de março de 2026
Brasil: Vendas de vitaminas e suplementos crescem 42% em faturamento em um ano
De acordo com a Interplayers, o mercado brasileiro de
vitaminas e suplementos registrou crescimento de 42% em faturamento e 34% em
unidades comercializadas no período móvel entre fevereiro de 2025 e janeiro de
2026.
A tendência positiva se manteve no início de 2026. No
acumulado de janeiro, o setor apresentou alta de 27% em unidades vendidas e 34%
em faturamento, sinalizando que o ritmo de crescimento permanece sólido mesmo
após um ano de forte expansão.
Desempenho nos principais mercados
Entre os maiores mercados do país, São Paulo manteve
trajetória positiva, com crescimento de 34% em faturamento e 23% em unidades no
período móvel. No recorte acumulado do ano, o avanço foi de 33% em faturamento
e 30% em volume.
O Rio de Janeiro apresentou desempenho ainda mais
acelerado em receita, com alta de 42% no período móvel e 36% no acumulado do
ano, também acompanhado por crescimento relevante em unidades
comercializadas.
Contrastes regionais
A análise regional revela diferenças importantes. No
Norte, Roraima se destacou com crescimento de 101% em faturamento no período
móvel, enquanto o Amazonas registrou retração de 13% no mesmo intervalo.
Na visão regional, o Sul liderou a expansão, com alta
de 55% no faturamento no período móvel, puxado principalmente pelo Rio Grande
do Sul, que avançou 82%. Já a região Norte apresentou o menor crescimento
percentual (+24%), impactada pela queda registrada no Amazonas.
Para Everton Paloni, Gerente de Inteligência de
Negócios e Mercado da ECS — empresa parceira
da Interplayers especializada em inteligência de mercado —, os
números refletem uma evolução estrutural do setor, onde a indústria
farmacêutica registrou dentro do período de março/24 a fevereiro/25 um
crescimento de 37% em unidades vendidas e 29% em faturamento .
“Os dados mostram um mercado em expansão
consistente, sustentado tanto pelo aumento de volume quanto pela geração de
valor. O desempenho dos multivitamínicos e a variação entre estados e regiões
reforçam a importância de estratégias comerciais mais ajustadas à realidade
local”