- 19 de março de 2026
Brasil: Eurofarma obtém registro do Xcopri para tratamento da epilepsia
A Eurofarma anunciou a introdução do medicamento
de referência XCOPRI (cenobamato) no mercado brasileiro. O fármaco,
utilizado no tratamento para epilepsia, foi aprovado pela Anvisa na
última semana e pode chegar às gôndolas ainda em 2026.
O registro acompanha decisões já tomadas em países
como Argentina, Chile, Equador e Peru, onde o fármaco foi aprovado, e dá
continuidade à expansão do portfólio da farmacêutica para o sistema nervoso
central.
A epilepsia afeta milhões de pessoas na América
Latina e, em muitos casos, as crises persistem mesmo com o uso das
terapias disponíveis, impactando significativamente a qualidade de vida de
pacientes e familiares.
“O tratamento com cenobamato pode reduzir
drasticamente as crises epilépticas mesmo em pacientes com epilepsia
farmacorresistente, com benefícios importantes de qualidade de vida para
pessoas com epilepsia no Brasil e América Latina”,
afirma João Siffert, vice-presidente de Inovação na Eurofarma.
Ainda segundo o executivo, pacientes que antes não
tinham acesso a medicamentos inovadores como este, ou que dependiam de
importação excepcional, passarão agora a ter acesso a uma nova opção
terapêutica.
“A aprovação pela Anvisa é também um
marco importante que reforça nosso compromisso em investir em soluções
inovadoras, com alto valor clínico e impacto social”,
complementa.
Tratamento para epilepsia se destacou durantes
testes
Nos estudos clínicos pivotais, pacientes tratados com
400 mg/dia apresentaram redução mediana de 65% na frequência de crises
focais durante a fase de manutenção, enquanto a dose de 200 mg/dia
resultou em redução mediana de 55,6%.
Em um ensaio clínico realizado pela farmacêutica em
2025, 79,6% dos pacientes apresentaram redução igual ou superior a 50% na
frequência de crises após um ano de tratamento com cenobamato, enquanto 36,6%
atingiram liberdade de crises. Após dois anos, os índices permaneceram
elevados, com 80% dos pacientes mantendo redução ≥50% e 30,9% sem crises.