Notícias

  • Início /
  • Notícias /
  • A brasileira Blau Farmacêutica desenvolve integralmente o biossimilar de pembrolizumabe
A brasileira Blau Farmacêutica desenvolve integralmente o biossimilar de pembrolizumabe
  • 30 de dezembro de 2025

A brasileira Blau Farmacêutica desenvolve integralmente o biossimilar de pembrolizumabe

Este biossimilar é uma das imunoterapias mais utilizadas no mundo para o tratamento de diversos tipos de câncer.

A Blau Farmacêutica, empresa de atuação regional com forte presença na América Latina, líder no segmento hospitalar farmacêutico e pioneira em biotecnologia no Brasil, anuncia um feito sem precedentes para a ciência, a saúde e a indústria biofarmacêutica brasileira: o desenvolvimento integral do biossimilar de pembrolizumabe, um dos imunoterápicos mais utilizados no mundo no tratamento de diversos tipos de câncer, que passa a ser produzido no Brasil, com qualidade seguindo rigorosos padrões internacionais. 

Pela primeira vez, uma empresa brasileira domina toda a cadeia de desenvolvimento de um anticorpo monoclonal de alta complexidade, o bloqueador do receptor PD-1, desde o desenvolvimento do clone celular, bioprocesso, caracterização biológica, estudos de comparabilidade, estudos clínicos comparativos de eficácia e dossiê regulatório, até a produção industrial. 

O projeto, conduzido pela Blau em parceria com o Instituto de Ciência, Tecnologia e Inovação (ICT) Inventta, mobilizou um time de mais de 200 especialistas, entre cientistas, PhDs, mestres, engenheiros, pesquisadores clínicos e profissionais de assuntos regulatórios, consolidando um dos maiores esforços de desenvolvimento científico na história da indústria biofarmacêutica nacional. 

Essa conquista posiciona o Brasil em um seleto grupo de nações capazes de produzir anticorpos monoclonais complexos em larga escala, um salto de soberania científica e tecnológica para o Brasil. 

Mercado

O pembrolizumabe conta com mercado endereçável total (TAM) no Brasil de aproximadamente R$ 5 bilhões, segundo o IQVIA. A Blau também desenvolve outros três anticorpos monoclonais, que juntos somam um TAM de aproximadamente R$ 3 bilhões, totalizando uma oportunidade de R$ 8 bilhões para a Companhia só no Brasil.

Os Anticorpos Monoclonais lideram o crescimento do Segmento Hospitalar, foco de atuação da Blau. Hoje, a maioria dos medicamentos desta classe estão sob proteção patentária no Brasil, que começam a expirar nos próximos anos, abrindo uma oportunidade sem precedentes para companhias focadas em biossimilares, em especial a Blau, que é pioneira em biotecnologia no país. A patente do pembrolizumabe expira em 2028 no Brasil, 2029 nos EUA e 2031 na Europa.

O desenvolvimento em compliance com as diretrizes do EMA, FDA e Anvisa possibilitarão a venda global desses medicamentos, acessando um mercado de US$ 47 bilhões somente para os quatro anticorpos monoclonais que estamos desenvolvendo. A Blau busca ativamente firmar parcerias com empresas estrangeiras para também comercializar esses medicamentos no exterior.

Estudo Clínico Fase I 

O programa de desenvolvimento do medicamento biossimilar de pembrolizumabe da Blau recebeu o aconselhamento científico da Agência Europeia de Medicamentos (EMA), endossando o seu programa de desenvolvimento e aguarda o do FDA para os próximos meses. 

“Após aprovação ética, prevista para o 1º. Trimestre de 2026, terá início o estudo de Fase I em pacientes, etapa que complementa o exercício pré-clínico e de comparabilidade, através da análise farmacocinética, segurança, imunogenicidade e eficácia clínica. A EMA informou que uma vez comprovada a robustez dos dados clínicos e de qualidade, abre-se a possibilidade de isenção do estudo clínico de Fase III, reduzindo o tempo de chegada do produto ao paciente brasileiro e de outros países. Este alto nível de validação internacional é uma exigência para todas as biofarmacêuticas globais, e essa jornada não será diferente para a Blau.” afirma a Dra. Eliana Samano, Diretora Médica da Blau. 

Ampliação do acesso e transformação do tratamento de câncer no Brasil 

O pembrolizumabe revolucionou o tratamento oncológico global ao aumentar a sobrevida em diversos tipos de câncer. Entretanto, no Brasil, apenas uma fração dos mais de 700 mil brasileiros diagnosticados com câncer anualmente1, que poderiam se beneficiar deste tratamento, tem acesso ao medicamento, principalmente por seu elevado custo e pelo fato de não estar disponível no SUS para todas as indicações aprovadas em bula. 

Com a produção nacional e o custo substancialmente reduzido, o biossimilar brasileiro de pembrolizumabe abre um novo horizonte para o tratamento do câncer no SUS, devendo impactar as decisões de incorporação pública, logo após a expiração da patente no Brasil em 2028. 

Hoje, o SUS não contempla a maioria das indicações de pembrolizumabe, em grande parte devido ao alto impacto orçamentário do medicamento importado. “Com a chegada de um imunoterápico nacional de alto padrão e custo acessível, o Brasil terá a oportunidade e a responsabilidade de ampliar substancialmente o acesso deste medicamento. Uma etapa importante deste processo, após aprovação regulatória, será uma nova discussão com a Conitec, que passa a ter base técnica e econômica para ampliar o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT), o que poderá: multiplicar o número de pacientes tratados pelo SUS. reduzir desigualdades regionais de acesso e modernizar o tratamento oncológico público no país. O país não poderá mais justificar a oferta limitada deste tratamento transformador”, afirma Marcelo Hahn, CEO da Blau Farmacêutica.

Um marco científico, industrial e social para o Brasil 

Com a BPF da ANVISA aprovado, validação regulatória internacional em andamento e início da fase clínica, o Brasil está diante de um divisor de águas na oncologia: um imunoterápico de padrão global, feito no Brasil, para os brasileiros e para o mundo. 

“O biossimilar brasileiro de pembrolizumabe representa muito mais do que um lançamento farmacêutico. É uma conquista científica do Brasil, que rompe a dependência internacional, gera autonomia produtiva e pode salvar milhares de vidas por meio do acesso ampliado”, diz Marcelo Hahn, CEO da Blau Farmacêutica.