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Amazon prepara nova onda de demissões para atingir sua meta de cortar 30.000 posições corporativas
  • 26 de janeiro de 2026

Amazon prepara nova onda de demissões para atingir sua meta de cortar 30.000 posições corporativas

A Amazon pode anunciar uma nova rodada de demissões na próxima semana para dar continuidade à sua redução de pessoal corporativo.

De acordo com fontes próximas à empresa, a Amazon planeja implementar uma segunda rodada de demissões em massa na próxima semana, concluindo assim seu plano de cortar quase 30.000 posições corporativas anunciado meses atrás.

Esta nova fase de ajustes, que pode começar já nesta terça-feira, afetará divisões críticas para o ecossistema digital: Amazon Web Services (AWS), Varejo, Prime Video e o departamento de Recursos Humanos (PXT).

Um ajuste histórico na era da IA

Após ter demitido 14.000 funcionários em outubro passado, esta nova rodada de desligamentos busca atingir a ambiciosa meta de redução da força de trabalho que relatamos anteriormente. Embora a Amazon tenha mais de 1,5 milhão de funcionários globalmente, este corte se concentra exclusivamente na equipe corporativa, representando aproximadamente 10% do total.

Estamos enfrentando o maior processo de demissões nos 30 anos de história da empresa, superando até mesmo as 27.000 demissões registradas em 2022.

O que diz o CEO da Amazon

A narrativa por trás dessas demissões tem sido alvo de debates internos e externos. Por um lado, essa reestruturação tem sido diretamente ligada à ascensão da Inteligência Artificial.

Em comunicações internas, a Amazon descreveu essa geração de IA como a tecnologia mais transformadora desde o surgimento da internet, possibilitando inovação em uma velocidade sem precedentes e a automação de tarefas rotineiras por meio de agentes inteligentes e geração automática de código.

 

Por outro lado, o CEO Andy Jassy tentou suavizar a narrativa perante os analistas, garantindo-lhes que a medida não é meramente financeira ou motivada pela IA, mas sim uma questão de "cultura". Segundo Jassy, ​​a empresa acumulou muitas camadas hierárquicas e burocracia que atrasam a tomada de decisões.

“Você acaba com muito mais gente do que antes, e com muito mais níveis hierárquicos”, afirmou Jassy, ​​justificando a necessidade de uma estrutura mais horizontal para recuperar o DNA ágil da Amazon.

Onde os cortes de pessoal da Amazon serão afetados?

De acordo com uma reportagem exclusiva da Reuters, os setores de AWS, varejo e Prime Video devem ser os mais afetados:

• A AWS é o motor da lucratividade da Amazon. Ela está integrando modelos de IA generativa em escala, o que parece estar permitindo otimizar seus processos de desenvolvimento e suporte com menos capital humano.

Prime Video: Em meio à batalha pela atenção e pela publicidade em streaming, a divisão busca a máxima lucratividade, ciente do custo de investir em conteúdo e tecnologia de publicidade.

Varejo: O coração do e-commerce busca se tornar mais eficiente em um ambiente de consumo cada vez mais automatizado e competitivo.

Para os 14.000 funcionários que saíram em outubro, o período de transição termina nesta segunda-feira. A Amazon os manteve na folha de pagamento por 90 dias para facilitar a transição ou a busca por novas oportunidades de emprego. O término desse período coincide quase perfeitamente com o início da nova onda de demissões, sugerindo uma transição gradual.

Com isso, a Amazon envia uma mensagem clara: a eficiência operacional não é mais opcional. Até 2026, a IA não apenas ajudará a vender mais ou a recomendar produtos melhores; ela redefinirá a quantidade de pessoas necessárias para administrar a maior loja online do mundo.