- 04 de dezembro de 2025
5 Principais desafios da Experiência Digital do cliente na indústria farmacêutica e como começar a resolvê-los
Cinco desafios comuns enfrentados por equipes digitais
líderes e algumas maneiras simples de começar a abordá-los agora mesmo.
O cenário digital na indústria farmacêutica continua a
evoluir rapidamente, impulsionado por novas tecnologias, capacidades de dados
cada vez maiores e expectativas crescentes de pacientes e profissionais de
saúde. As ambições são abundantes em todo o setor, mas muitas equipes digitais
ainda enfrentam o desafio de conectar dados, sistemas e experiências de uma
forma que realmente atenda aos seus usuários.
Sim, existem grandes desafios a serem superados. Mas
avançar nem sempre exige um grande investimento ou longos cronogramas de
projeto.
Muitas vezes, um workshop estruturado para alinhar as
equipes ou uma pesquisa simples com usuários para descobrir novas percepções
dos clientes pode gerar impulso e clareza reais. Esses pequenos passos focados
podem ajudar as equipes a avançar mais rapidamente, ganhar confiança e começar
a gerar um impacto mensurável, mesmo antes do final de 2025. Aqui estão cinco
desafios principais que observamos com mais frequência e algumas maneiras
práticas de começar a abordá-los.
1. Ecossistemas Digitais Fragmentados e Experiências Omnichannel
Desconectadas
Os cenários digitais da indústria farmacêutica
cresceram organicamente, muitas vezes com equipes de cada país, marca e função
criando suas próprias plataformas e ferramentas. O resultado é uma experiência
fragmentada tanto para pacientes quanto para profissionais de saúde, e uma
capacidade limitada de agir com base em dados compartilhados ou oferecer
engajamento personalizado.
Essa fragmentação não apenas impacta os usuários, mas
também cria ineficiências internas. As equipes gastam tempo duplicando
trabalho, reconstruindo ativos e gerenciando sistemas separados. As
atualizações de conteúdo podem levar semanas para serem implementadas em todos
os mercados locais, e as campanhas geralmente precisam ser adaptadas
manualmente para se adequarem a diferentes plataformas.
Por que isso importa: Ecossistemas
desconectados limitam a agilidade e a escalabilidade. Sem uma abordagem
unificada e objetivos compartilhados, as equipes não conseguem oferecer as
experiências integradas e omnichannel que os usuários esperam, nem mensurar o
que funciona em todos os pontos de contato.
Por onde começar?
Uma Auditoria de Ecossistema Digital fornece um mapa
holístico de suas plataformas digitais atuais, esclarecendo sua situação atual
e o que precisa mudar para impulsionar o crescimento. Ela destaca lacunas
funcionais, oportunidades de otimização e áreas de duplicação e ineficiência,
ajudando você a planejar um ecossistema modular e mais conectado que
possibilite melhores experiências para o usuário.
2. Falta de design centrado no usuário e experiências digitais
acessíveis
Apesar da crescente ênfase na centralização no
cliente, muitos sites, portais e aplicativos farmacêuticos continuam
priorizando estruturas internas e processos de aprovação em detrimento das
necessidades do usuário. O resultado é uma navegação complexa, conteúdo
inacessível e interfaces que não correspondem à usabilidade das ferramentas de
consumo. Isso impacta não apenas a satisfação do usuário, mas também o
engajamento, a conversão e, em última análise, o ROI digital. Quando os
usuários não conseguem encontrar informações facilmente ou concluir tarefas sem
problemas, o valor até mesmo da iniciativa digital mais bem planejada diminui.
Por que isso importa: Pacientes e
profissionais de saúde esperam experiências digitais intuitivas e que ofereçam
suporte. Quando a usabilidade deixa a desejar, o engajamento diminui e as
pessoas perdem a confiança nas plataformas fornecidas pela empresa
farmacêutica.
Por onde começar: Uma
auditoria de UX ou uma auditoria heurística pode identificar problemas de
usabilidade, lacunas de acessibilidade e áreas para melhorias rápidas.
Para alinhar as equipes em torno das reais
necessidades dos usuários, um Workshop de Pontos Críticos do Cliente reúne as
partes interessadas para explorar os pontos de atrito, priorizar soluções e
integrar os princípios do design centrado no usuário aos fluxos de trabalho
diários.
3. Visibilidade limitada das percepções do cliente e necessidades não
atendidas
A indústria farmacêutica tem acesso a mais dados do
que nunca — de sistemas de CRM e análises a métricas de engajamento e pesquisas
de mercado — mas o desafio está em transformar essas informações em insights
significativos. Os dados por si só muitas vezes carecem de contexto do mundo
real; os números podem mostrar o que as pessoas fazem, mas não por que o fazem.
Para descobrir as motivações, frustrações e necessidades... Para descobrir as
necessidades não atendidas por trás dos dados, as equipes precisam conversar
diretamente com pacientes e profissionais de saúde.
Por que isso importa: Sem essa
visão do mundo real, os investimentos digitais correm o risco de fracassar. Uma
pesquisa da Graphite e da Sermo descobriu que, embora a maioria das equipes
colete dados de clientes, poucas os utilizam para embasar decisões de design ou
personalizar experiências. O resultado são soluções digitais que atendem aos
objetivos internos, mas não se conectam com os usuários.
Por onde começar: Realizar
pesquisas com usuários ou questionários ajuda as equipes a construir uma imagem
mais clara do que os pacientes e profissionais de saúde realmente precisam.
Combinar entrevistas qualitativas com análises quantitativas aprofunda os
dados, ajudando a identificar o que os usuários realmente valorizam e onde as
experiências atuais deixam a desejar.
4. Equipes isoladas e ciclos de inovação lentos
A estrutura interna da indústria farmacêutica pode
dificultar a colaboração. Equipes e funções geralmente operam em silos, cada
uma com seus próprios KPIs, sistemas e prioridades. Isso atrasa a entrega,
limita a criatividade e dificulta a experimentação ou a resposta rápida às
necessidades dos usuários.
Inovação não se resume a adotar novas tecnologias;
trata-se de resolver os problemas certos primeiro. Quando as equipes estão
desconectadas, os esforços de inovação muitas vezes se concentram em resultados
em vez de impactos. Alinhar-se em torno de desafios compartilhados e
necessidades do usuário é o que transforma boas ideias em soluções digitais
significativas.
Por que isso importa: A verdadeira
inovação acontece quando estratégia, visão e execução trabalham juntas. Sem
esse alinhamento, mesmo as melhores ideias têm dificuldade para avançar, e
oportunidades para melhorar o engajamento, a eficiência ou os resultados para
os pacientes são perdidas.
Por onde começar: Um Design
Sprint ou Workshop de Inovação oferece um espaço seguro e estruturado para que
as equipes se reúnam, definam desafios e cocriem soluções. Guiadas pelo
pensamento de design e por profundo conhecimento do setor, essas sessões ajudam
as equipes a passar rapidamente da descoberta à execução: projetando a coisa
certa e projetando-a bem. Elas criam alinhamento, eliminam silos e demonstram
valor tangível em questão de dias, tornando a inovação mais acessível, viável e
mensurável.
5. Medindo o Impacto e Demonstrando o ROI
Com orçamentos digitais cada vez mais restritos e
expectativas crescentes, as equipes farmacêuticas estão sob pressão cada vez
maior para demonstrar o valor de seus investimentos digitais. No entanto, as
estruturas de mensuração muitas vezes deixam a desejar, concentrando-se na
conformidade e em métricas de vaidade em vez de impacto real. Embora o acesso e
o engajamento tenham melhorado, muitas equipes ainda medem o sucesso pelo
alcance ou cliques, e não pelo aprendizado, mudança de comportamento ou resultados
para os pacientes. Sem vínculos claros entre a atividade digital e o impacto
nos negócios ou na saúde, é difícil priorizar recursos ou defender o
investimento contínuo.
Por que isso importa?
Quando o ROI é definido de forma muito restrita, o
progresso estagna. Demonstrar o impacto exige conectar os dados de engajamento
com resultados reais — tanto para os usuários quanto para os negócios. Essa
clareza ajuda as equipes a concentrarem seus esforços onde agregam mais valor.
Por onde começar?
Um Workshop Estratégico pode ajudar a definir métricas
de sucesso que conectem engajamento, experiência e desempenho dos negócios. Com
KPIs compartilhados e uma governança de dados mais robusta, as equipes podem ir
além de relatórios superficiais para mensurar o que realmente importa e
construir confiança no valor da experiência digital.
Dando o primeiro passo?
A mudança não acontece da noite para o dia, mas começa
com clareza.
Encontros curtos e estruturados como esses são
projetados para ajudar as equipes farmacêuticas a superar a complexidade,
descobrir insights e alcançar progresso mensurável rapidamente. Seja para
avaliar seu ecossistema, entender seus usuários ou fomentar a inovação, esses
pontos de partida oferecem uma maneira simples e comprovada de avançar com
confiança.
Ao enfrentar esses desafios de frente, a indústria
farmacêutica pode superar sistemas obsoletos e silos internos, criando
experiências digitais mais conectadas, confiáveis e humanas que realmente priorizam
pacientes e profissionais.